quinta-feira, julho 14, 2005

Fisiopatologia da próstata

A glândula prostática ( próstata) tem a sua localização anatómica por baixo da bexiga, na pelve e contorna a porção média da uretra.
Geralmente tem o tamanho de uma noz, que vai aumentando com a idade. Esta juntamente com as vesículas seminais produzem produzem um liquido que nutre os espermatozóides
Esta pode ser afectada tanto psicologicamente como fisicamente.
A doença mais comum da prostata é a hiperplasia benigna, que dificulta a micção e ainda inclui outras doenças como a prostatite e o cancro da prostata que é dos cancros mais frequentes.



Hiperplasia benigna da próstata

Esta é uma formação não cancerosa(benigna)desta glândula e é mais frequente a partir dos 50 anos.
A sua causa é desconhecida, mas poderá estar associada com as alterações hormonais que se verificam com o envelhecimento.

Sintomas

Os primeiros sintomas quando a próstata aumenta, é a dificuldade no fluxo da urina, em que o doente pode ter dificuldade em começar a urinar e que a descarga da urina foi incompleta. Como a bexiga não despeja por completo, tem que urinar com maior frequência, sobretudo à noite (nicturia), podendo levar a uma incontinência devido ao excessivo enchimento da bexiga. As pequenas veias da uretra e bexiga podem arrebentar quando o doente esforça por urinar, que faz com que apareça sangue na urina (hematuria)
A obstrução completa devido ao aumento da próstata, pode impossibilitar a micção, provocando uma sensação de repleção e uma dor aguda na parte inferior do abdómen.

Para detectar a hiperplasia benigna da próstata, baseia-se nos sintomas e no exame físico através da palpação da próstata durante o exame rectal, confirmando se esta está aumentada para alem das analises ao sangue e ecografia para medir o tamanho da próstata.


Tratamento

Os sintomas podem ser aliviados com a administração de fármacos, nomeadamente os alfa- adrenergicos que relaxam os músculos da saída da bexiga, como a terazosina e a doxazonina.
Para diminuir o tamanho da próstata e protelar a necessidade de cirurgia, pode ser administrado medicamentos como finasteride.
No caso do rim deixar de funcionar ou o fluxo ficar obstruído poderá ser necessário colocar-lhe uma algália para drenar a bexiga.
No caso de infecção, esta é tratada com antibióticos.
A cirurgia é o que mais alivia os sintomas, o médico introduz um endoscópio até à uretra e elimina parte da próstata.
Outra opção é o laser para queimar o tecido prostático, danificando menos os nervos e provocando menos complicações.


Cancro da próstata

Este é extremamente frequente e de causa desconhecida e relaciona-se com o envelhecimento (50% com mais de 70 anos e praticamente em todos com mais de 90).
A maioria destes cancros nunca manifestam sintomas, a menos que este já se encontre num estado já avançado porque cresce muito lentamente, no entanto, alguns cancros da próstata crescem de forma mais agressiva, propagando-se por todo o corpo.
Esta, ainda é a segunda causa de morte no homem.


Sintomas

Geralmente como já referimos este não manifesta sintomas, e quando existem são semelhantes à da hiperplasia benigna prostática, incluindo a dificuldade em urinar e de o fazer frequentemente. Este acontece quando o cancro bloqueia parcialmente o fluxo pela uretra.
Mais tardiamente o cancro pode provocar sangue ou retenção urinária súbita.
Na maioria dos casos o cancro da próstata não se diagnostica até ter espalhado através das metástases, até ao osso e os rins, provocando insuficiência renal.

Diagnóstico

A melhor forma para diagnosticar este cancro é através do exame rectal, análises sanguíneas, ecografia e biopsia.

Tratamento

O tratamento pode prejudicar gravemente a vida da pessoa.
O tratamento depende da dimensão da doença
A cirurgia, radioterapia e os fármacos contra este cancro, podem provocar impotência e incontinência.
No caso do cancro apenas estar confinado à próstata pode curar-se extirpando cirurgicamente a próstata ou com radioterapia.
Certos fármacos como leuprolide, bloqueiam os efeitos das hormonas que podem reduzir o crescimento do tumor.
Outros fármacos para reduzir tumores são o mestranol.


Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata, que em geral não se deve a uma infecção, que se possa identificar, mas por vezes, uma infecção bacteriana, estende-se até a próstata, a partir do trato urinário.
A infecção provoca dor na virilha, entre o pénis e o ânus e na parte inferior das costas, bem como calafrios e febre. O doente pode também precisar urinar com frequência e de forma imperiosa, pode aparecer sangue na urina.
A infecção bacteriana pode ainda se estender ao escroto, provocando um intenso mau estar, edema, e dor muito forte quando se toca na zona afectada. Pode-se inclusivamente experimentar impotência devido à dor.
A prostatite pode ser também resultado de infecções por fungos, vírus e protozoários.


Diagnóstico

O diagnóstico da prostatite baseia-se geralmente nos sintomas e no exame físico, através do exame rectal, esta está edemaciada e torna-se muito dolorosa ao tacto.
Pode o médico pedir ainda uma amostra de urina ou secreção para a sua cultura, fazendo pressão sobre a próstata durante o exame.



Tratamento

Quando a prostatite não é provocada por uma infecção, os banhos de imersão quentes, a massagem periódica da próstata e a ejaculação frequente , são actividades recomendadas para aliviar os sintomas.
Os analgésicos, como por exemplo o paracetamol ou aspirina, podem ser necessário para reduzir a dor. O facto de tomar laxativos e de beber muitos líquidos também ajuda a aliviar os sintomas.
Quando esta infecção é provocada por uma infecção bacteriana, deve ser administrado um antibiótico oral, como trimetoprin- sulfametoxazol. Se tomar antibiótico durante menos tempo, só pode curar parcialmente a infecção e converte-la numa infecção crónica.